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Principal Atualizado em 7/06/20 - 17h46

Centro de reabilitação em Taguatinga mantém atendimentos individuais

Referência em assistência física e intelectual no DF, o local atende cerca de 3.500 pacientes por mês e muda rotina durante Covid-19

 

7/6/20  12:09 ANA LUIZA VINHOTE, DA AGÊNCIA BRASÍLIA | EDIÇÃO: ISABEL DE AGOSTINI,

 

Daniel Ribeiro, 22 anos, sofreu um acidente de trabalho no final de 2019. A mão dele ficou presa em um moedor de cana, o que afetou o dedo indicador e anelar, além de romper o tendão. Para não perder os movimento, durante seis meses, o atendente de lanchonete recebeu atendimento no Centro Especializado em Reabilitação Física e Intelectual (CER), em Taguatinga.

 

“Pensei que o processo seria mais lento, mas a minha recuperação foi muito rápida”, elogia Daniel. “Após o tratamento, a terapeuta ocupacional ainda me passou exercícios para eu fazer em casa. Já consigo mexer a mão normalmente e esta semana voltei a trabalhar”, comenta o morador de Taguatinga, um dos 3.500 pacientes atendidos por mês na unidade.

 

Referência na recuperação de pessoas com algum tipo de deficiência, o espaço oferece reabilitação neurológica acima de 14 anos, em casos de acidentes vasculares encefálicos, traumatismos, lesões de nervos periféricos e déficit cognitivo/intelectual. Também há serviços para crianças com até 13 anos e 11 meses, com deficiências física e/ou intelectual, lesão encefálica, medular congênita ou síndromes raras e transtorno do espectro autista.

 

Já para os pequenos de 0 a 2 anos e 11 meses que com alguma lesão encefálica, medular no nascimento ou traumática, atraso do desenvolvimento neuropsicomotor com ou sem causa orgânica definida e sinais de risco para o desenvolvimento infantil, há um programa voltado para intervenção precoce, além de ambulatório especializado em reabilitação do membro superior e ambulatório de estomias.

 

Para todas as idades, o CER oferta também atendimento traumato-ortopédica para pacientes submetidos a tratamento conservador de fratura, deformidades congênitas ou adquiridas, pós-operatórios ortopédicos e neurológicos e amputados. Esse foi o caso de Maria Auxiliadora de Aquino, 59 anos. Ela teve que amputar a perna esquerda devido a uma trombose que sofreu no ano passado. Para se adaptar a prótese, ela começou o tratamento no centro.

 

“Eu vou uma vez por semana há três meses. A fisioterapeuta é maravilhosa e me trata super bem”, elogia Maria Auxiliadora. “Antes eu não andava e quando tentava caia muito. Progredi muito desde que comecei o atendimento. Sou muito grata ao centro pelo apoio”, comenta a moradora de Águas Lindas.

 

Programa

 

O CER é um programa do Ministério da Saúde que faz parte do Plano Viver Sem Limites e da Rede de Cuidados da Pessoa com Deficiência. Desde 2013, funcionava na Policlínica de Taguatinga, mas em 2018 passou a atender na Área Especial 16, Setor “C” Norte, ao lado do hospital regional da cidade.

 

Ao todo, a unidade possui 50 servidores, entre médicos (neurologista, neuropediatra, fisiatra, ortopedista e clínico geral), fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeuta ocupacional, enfermeiros, auxiliar de enfermagem, assistente social e da área administrativa, como recursos humanos e gestão.

 

São três ginásios – sendo um grande para reabilitação adulto e dois menores para a pediatria -; quatro banheiros para pacientes – sendo dois adaptados para pne; sete consultórios de atendimento terapêutico multidisciplinar; uma sala de avaliação global, de estomia, de grupo de terapia de mão; acolhimento da enfermagem; auditório e recepção.

 

A gerente do centro há um ano e meio, Luana Calixto, explica que para receber o tratamento no centro é preciso ter um encaminhamento da uma unidade de Saúde, da rede hospitalar e/ou instituições da Atenção Básica. Também é preciso levar um documento de identificação válido, comprovante de residência e cartão do Sistema Único de Saúde (SUS). O horário de funcionamento é de segunda à sexta-feira das 7h às 12h e das 13h às 18h.

 

Pandemia

 

Em meio a pandemia do novo coronavírus, Luana garante que o centro está tomando todas as medidas de segurança necessárias para evitar a proliferação da Covid-19. “Apenas os atendimentos individuais foram mantidos. Já as pessoas que estão no grupo de risco estão tendo assistência quinzenalmente ou mensalmente”, informa. “Fazemos a triagem na entrada do CER aferindo a temperatura e perguntando se a pessoa está com sintomas doença”, comenta.

 

Trabalho pioneiro 

 

O CER iniciou, no ano passado, um trabalho pioneiro no DF, com a oferta de assistência multidisciplinar a pacientes com bolsa coletora (que recolhe fezes e urina). Pessoas que realizaram colostomia, urostomia ou ileostomia, são atendidos de forma ambulatorial, com consultas mensais, orientações a eles e aos familiares sobre os cuidados e a higiene, entrega da bolsa e demais materiais.

 

A secretaria da Pessoa com Deficiência, Roseane Cavalcante, ressalta que o centro é um dos primeiros passos para iniciar a inclusão. “A maioria das pessoas, independente da idade, se adquiriram uma deficiência quando nascem ou ao longo da vida, precisam se adequar a essa realidade de conviver com as limitações, além da reabilitação física há a social que facilitam a rotina diária”, reforça.

 

Ainda segundo a responsável pela pasta, a secretaria investe na articulação das políticas públicas com os outros órgãos. “Como qualquer outro cidadão, as pessoas com deficiência têm direito ao acesso à saúde, educação, segurança, trabalho, entre outros. Eles precisam de atendimento especializado”, destaca.

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