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Principal Atualizado em 17/06/20 - 14h15

Samu recebe mais de 321 mil ligações em cinco meses

Serviços resultaram em 319.235 atendimentos pré-hospitalares e 1.831 transferências inter-hospitalares

 

17/6/20  11:24   AGÊNCIA BRASÍLIA * | EDIÇÃO: CHICO NETO

 

Uma ligação para os reguladores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pode salvar vidas. Cada vez que um dos servidores atende o telefone, isso pode resultar em alguém sendo resgatado de um afogamento ou socorrido após um infarto, ou até mesmo um paciente ser transportado para o hospital mais próximo.

 

A importância desse serviço pode ser mensurada em números. O Samu já recebeu 321.066 ligações nos primeiros cinco meses deste ano. Desse total, 319.235 resultaram em atendimentos pré-hospitalares (APHs), com uma média de seis mil envios de viaturas por mês. Os 1.831 telefonemas restantes demandaram transferências inter-hospitalares, por ambulâncias e helicóptero, às urgências e emergências.

 

Isolamento social

 

“Nesses primeiros cinco meses, tivemos em torno de 64 mil ligações mensais, enquanto nossa média já chegou a 75 mil”, informa o diretor do Samu, Alexandre Garcia. “Como as pessoas estão em isolamento social, isso reduziu o número de acidentes fora de casa.”

 

A quantidade de transferências inter-hospitalares, atenta o gestor, tem aumentado nos últimos meses, principalmente depois que a Secretaria de Saúde (SES) abriu mais leitos para atender pacientes com Covid-19 no DF. O ano começou com 342 transportes efetuados, número que, em maio, chegou a 449. Desse total, 64 ocorrências são de atendimento a casos de coronavírus.

 

“Temos feito muito mais transporte de pacientes do Hran [Hospital Regional da Asa Norte] para o hospital de campanha no Estádio Mané Garrincha e também para os hospitais privados que abriram vagas de UTI exclusivas para Covid-19 por meio de contratos com a Secretaria de Saúde”, explica o diretor do Samu.

 

Trotes diminuem

 

Nos primeiros cinco meses deste ano, dentre as mais de 321 mil ligações recebidas pelo serviço, 9.728 foram trotes. Essa quantidade, entretanto, apresenta uma redução de 63% quando comparada ao mesmo período do ano passado, que registrou 26.223 trotes.

 

“A valorização do servidor e a sensibilização da população sobre a importância do Samu nesse período também podem ter impactado para reduzir a quantidade de trotes, além da educação cidadã que temos feito para orientar crianças, jovens e adultos”, avalia Alexandre Garcia.

 

Na maior parte dos casos, o Samu consegue identificar o trote antes do deslocamento de equipe. Inicialmente, os técnicos auxiliares de regulação médica detectam quando as informações passadas pelo solicitante não são coerentes, como endereço inconsistente. Os médicos também distinguem incoerência da queixa clínica, quando a vítima não se encontra no local e faltam informações sobre o solicitante.

 

Quando esses filtros não são suficientes, a viatura acaba se deslocando para uma ocorrência com vítima inexistente, identificando o trote apenas na chegada ao local. Além de tirar a vez de quem realmente precisa do serviço, o trote ainda demanda gasto desnecessário do recurso público.

 

Sempre de prontidão

 

Em todo o ano de 2019, o Samu recebeu 863.980 ligações, das quais 280.530 foram repassadas aos médicos reguladores. Desse total, foram enviados recursos a 87.140 atendimentos, desde helicóptero, passando por unidades de suporte avançado e básico, até motolâncias. Também foram realizadas 5.744 transferências inter-hospitalares.

 

* Com informações da SES

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