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Principal Atualizado em 19/06/20 - 14h20

Pacientes devem procurar o Hran apenas em caso de sintomas graves

Secretaria de Saúde orienta pessoas assintomáticas ou com quadro gripal leve a buscarem as unidades básicas de saúde (UBSs)

 

18/6/20  13:04   AGÊNCIA BRASÍLIA * | EDIÇÃO: CHICO NETO

 

Referência para casos de Covid-19, o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) deve ser procurado apenas pelas pessoas que tiverem sintomas mais graves, como falta de ar e febre persistente. Pacientes com sintomas gripais mais leves, ou assintomáticos, devem buscar atendimento diretamente nas unidades básicas de saúde (UBSs) mais próximas das suas residências. O DF possui 172 UBSs, todas aptas a atender pessoas nessas condições.

 

A recomendação vem dos profissionais do Hran que atuam na linha de frente contra o coronavírus. “O que tem acontecido é que pacientes com sintomas leves têm ido para o hospital e, com isso, é prolongado o tempo de espera daqueles que estão em estado grave”, adverte o diretor de Atenção Secundária da Região de Saúde Central, Pedro Zancanaro. Um agravante, lembra, é o aumento dos riscos de contaminação, pelo contato com transmissores da Covid-19.

 

“Por isso, é importante a população procurar primeiro as UBSs quando os sintomas forem mais leves”, reforça Zancanaro. “Todas estão preparadas para fazer o atendimento e referenciar para os locais que aplicam os testes, caso precise. No Hran, caso venham todos, isso só tornará o atendimento moroso para todo mundo, com mais aglomerações, sendo que na UBS é possível ter uma avaliação inicial sem precisar fazer o teste.”

 

Quem também endossa o aviso é a diretora substituta da Atenção Secundária da Região Central, Fernanda Quirino. “Nunca fugimos da nossa missão de atender à população, mas queremos que as pessoas tenham segurança, sem se expor a qualquer risco desnecessário com a Covid-19”, frisa.

 

A especialista conta que pacientes com sintomas de dengue, semelhantes aos da Covid-19, já buscaram o hospital. “Dengue causa febre e dor no corpo, mas não é preciso ir ao Hran e correr o risco de entrar em contato com algum paciente com coronavírus”, alerta. Para esses casos, pontua, o indicado é procurar uma UBS.

 

Fluxo de atendimento

 

Assim que entram no hospital, os pacientes passam pelo atendimento inicial nas baias. Depois, acolhidos pela enfermagem e encaminhados à triagem médica, são consultados para saber se têm coronavírus. Caso a suspeita seja de pneumonia por Covid-19, a pessoa é encaminhada à avaliação pela clínica médica.

 

“Como há pacientes que vêm e não estão doentes, tentamos separá-los para evitar o risco de transmissão”, explica a gestora. “Depois de passar pela consulta, se o clínico pediu exames, ou [o paciente] vai para a tomografia, ou para o aparelho de raios-X, ou vai fazer os testes de sangue e swab, dependendo da situação de cada um.”

 

Quando os pacientes apresentam quadro mais grave, chegando com falta de ar, frequência respiratória mais alta ou comprometimento no pulmão – e se forem de um grupo de risco –, vão direto para a clínica médica e, caso necessário, para a Sala Vermelha. Lá são atendidas os pessoas com quadro clínico sugestivo ou já diagnosticado de Covid-19, além das que têm pneumonia e precisam de avaliação médica especializada.

 

“Juntamos nossa força médica com experiência para os que mais precisam”, resume Fernanda Quirino. “Os que não estiverem nessa situação, com quadro de infecção de vias aéreas superiores, podem ser indicados a voltar para casa, com todas as recomendações sendo seguidas.”

 

* Com informações da SES

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